terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Kibutz: construíndo o socialismo autogestionário

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Fazia tempo que queria postear algum texto sobre os kibutzim (plural de kibutz), as comunidades auto-organizadas de trabalhadores que existem em Israel dende hai já quase um século, e que constituem a experiência mais significativa de implementaçom dum socialismo autogestionário. Mais, a falta de um texto sobre a questom que fosse ao mesmo tempo breve, explicativo, e a poder ser profundo, decidim redigir este post a base de ligações a várias páginas que tratam o tema.
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Podemos começar pola via fácil, a Wikipédia, que inclue um completo e extenso artigo sobre os kibutzim. Se resulta demasiado longo, ou se já sabedes do tema e preferides passar a aspectos mais específicos, nada melhor que recurrir aos que sabem: o blogue Galiza-Israel , com o que a miúdo discrepamos, mas ao que nom se lhe pode negar o seu carácter esquerdista e a sua constante actividade. Desgraçadamente, entre os centos de artigos que tenhem publicados só umha presada deles tratam o tema que nos ocupa. Pode-se começar por O kibutz, um experimento que nom fracassou, umha breve consideraçom (apenas um par de párrafos) acerca da situaçom actual do movemento kibutz. O movemento kibutz verde é tamém moi curto e menciona a inspiraçom anarquista/libertária do movemento original, onde tivérom a sua influência as ideas de Kropotkin (que casualmente é o autor do último post publicado neste blogue, assi que a conexiom nom podia ser mais oportuna). Ademais trata a crecente preocupaçom ecologista dos kibutzim, que se traduce no fenómeno dos "kibutzim verdes", umha espécie de eco-aldeas. Pode-se atopar algo mais ao respeito na web de The Green Magazine, ou em Renaissance Universal. Para finalizar, um texto um chisco mais longo e completo é A utopia do kibutz possível, visom dum veterano onde se formulam algumhas interessantes preguntas. E nom se pode rematar sem visitar a página oficial do movemento.

Os kibutzim som um fenómeno nom só centenário, senom o que é mais importante: um fenómeno vivo, que evolue e se questiona a si mesmo. Nom é nengumha panacea; a ninguém se lhe escapam, sem ir mais longe, as dificultades que se lhe presentam a umha empresa socialista numha economia de mercado, num estado capitalista como Israel -ou outros, se se quere extrapolar. Ademais, som umha experiência em princípio baseada na agricultura, e nom doada de generalizar a todos os sectores económicos. Mais som, creo eu, umha fermosa aposta, e um passo adiante na direcçom correcta. Socialismo, autogestom, ecologia: que mais se pode pedir?
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E se alguém tem ganas de provar esta experiência, é possível: abonda com dispor de uns meses livres e fazer umha viage a Israel. Nesta página ofrecem estâncias em kibbutz para os que prefiram passar as vacações trabalhando a terra em vez de tomando o sol na praia. Que tem que haver gente pra todo...

4 comentários:

Colectivo Galiza-Israel disse...

Ti ben o din, unha experiencia fermosa e ilusionante. O debate vivo en Israel está en como manter a identidade, as esencias que deron orixe ao movemento e ao tempo poder sobrevivir nunha economía capitalista. De todos xeitos dicir que hai un factor que pode ter a súa influencia, a propiedade da terra en Israel é pública.

Como anécdota contar que nun clima moito máis seco que o noso, a propiedade estatal da terra + a prohibión da caza + a prohibición da tala dos bosques dan como resultado a práctica inexistencia dun fenómeno desgrazadamente moi común por aquí, os lumes forestais.

Eu confeso, prefiro o dolce far niente para as miñas vacacións, mais algún día teño que morar e traballar nun kibbutz.

Por certo, hai tamén curiosos kibbutz urbanos. Eis unha experiencia:
http://galiza-israel.blogspot.com/2008/01/con-ehud-manor.html

Sr. J disse...

Interessante o do kibutz urbano que comentades. Os seus integrantes trabalham fóra do kibutz, mas ponhem os seus ingressos e os seus bens em comum. Assi se consegue incluir nesta filosofia aqueles trabalhos que pola sua natureza nom som doadamente trasladáveis ao esquema de trabalho colectivo que impera nos kibutzim agrícolas. O resultado: que se pode ir practicando um socialismo voluntário entre pequenos grupos de adeptos, em lugar de agardar pola implantaçom dum socialismo de Estado.

Rocío disse...

Pareceume moi interesante na entrevista a Amos Oz o que comenta da Casa dos Nenos no kibutz. Máis que o da Casa, o feito de que pasasen 5 horas cos fillos. Única e exclusivamente con eles. Iso é unha riqueza tremenda que pouca xente se pode permitir nunha sociedade capitalista, por non dicir ningunha.
Bicos!

Sr. J disse...

Pois a mim, Rocio, mais que o feito de poder adicar tanto tempo aos nenos, quase que o que mais me atrae do kibutz é o contrário... que os nenos som coidados entre todos e nom resultam tanta carga para os pais!! ;-)