Hai umhas semanas chegou a triste notícia: o ser humano conhecido como Albert Hoffmann sofrera um ataque ao coraçom, ocasionando-lhe a parada de funcionamento dos seus órgãos vitais, e o cese da sua atividade cerebral. Assi, o 29 de abril de 2008, o Dr. Hofmann deixava de existir como tal, passando a vida que o animava a reintegrar-se no grande sistema vivo do que formamos parte. Nom lhe asustava a morte; el sabia que nom vinha da Nada, e portanto nom se reduziria à Nada. Tinha 102 anos e vivia na Suíça, onde nacera. Era um ancião lúcido e feliz, que queria ser lembrado como “um avó que ama jogar com os seus quatro bisnetos nos jardins e nos bosques”.
O Dr. Hofmann foi um dos científicos mais importantes (ou, melhor dito, potencialmente mais importantes, se lhe figeram caso) do século XX, devido ao seu célebre descubrimento: os efectos psicoactivos do LSD. Em 1938, trabalhando para a companhia química Sandoz, investigava o uso de derivados do esporom do centeo (claviceps purpurea) com fins medicinais. Sintetizou a dietilamida de ácido lisérgico, LSD, mais os experimentos nom chegárom a resultados satisfactórios e fôrom abandonados. Porém, cinco anos mais tarde, Hofmann decide continuar a fazer provas. E o 16 de abril de 1943 entra em contacto accidentalmente, através dos seus dedos, com umhas pingas de LSD-25. Notando-se mareado e inquieto, deixa de trabalhar e vai-se para casa, onde tem umha intensa experiência sensorial dum par de horas, na que ve cores e formas fantásticas, marabilhosas. Três dias mais tarde, o 19 de abril, decide ir mais alá, e ingire voluntariamente umha dose moito maior, 250 μg. Despois, colhe a bici e vai-se para a sua casa. O 19 de abril é, hoje em dia, o “Dia da bicicleta”, em memória daquel passeo pioneiro. CONTINUAR LENDO...
No passeo já experimentou umha diferente percepçom da realidade, mais nada como o que o agardava ao chegar a casa, o que se conhece como “mal viage”: medos irracionais, angústia, temor a ter-se volto irremediavelmente tolo, a estar posuído. Ao cabo dum tempo, sem embargo, essas sensações fôrom-se transformando noutras de placidez, bem-estar e gratitude. Os estímulos acústicos transformavam-se em ópticos, as formas e cores mudavam constantemente.
Tomorrow, “My White Bycicle” (1967)
Que acontecera? O que Hofmann sintetizara era o equivalente das drogas místicas usadas desde tempo antigo para entrar em trance, para comunicar-se com a natureza ou os deuses ou o nome que lhe dera cada cultura. Os efectos do LSD som similares aos dos fungos psilocibes, por exemplo. Nesse sentido, nom era só umha percepçom distorsionada da realidade o que ofereciam, senom a possibilidade de trascender-se a si mesmo dum jeito só dificilmente acadável mediante a meditaçom ou outras técnicas. É dizer, a possibilidade de ver-se a si mesmo liberado dos prejuíços e máscaras da vida diária, e de decatar-se do artificial e pobre de moitos conceptos empregados a cotio, como a diferença entre indivíduo e colectividade, entre tempo e espaço, entre o eu e o cosmos, entre formas, cores, sons…
Hofmann ficou transformado despois da sua experiência com o LSD, ao igual que lhe aconteceria a moitas outras persoas.
Durante 20 anos, o LSD foi utilizado em psiquiatria, medrando o interesse e a investigaçom acerca del. A meiados dos ’60, o seu uso popularizou-se entre um sector da mocidade mais rebelde dos USA (especialmente a que povoava a zona de Haight Ashbury, em San Francisco), na que estava agromando umha série de manifestações culturais e sociais que dérom lugar à chamada contracultura. Nom estavam sós: gente “maior” como o poeta beatinik Allen Ginsberg, o profesor de psicologia em Harvard Timothy Leary (o autêntico “guru” do LSD) ou o escritor británico Aldous Huxley faziam de pioneiros e referentes. O seu objectivo colectivo era liberar as mentes para fazer a verdadeira revoluçom, e criar por fim o Home Novo que outras utopias esqueceram ou sepultaram baixo o culto ao Partido ou ao Trabalho. E por suposto, passando-o o melhor possível no processo. Nisto jogava um papel central o LSD (e em menor medida, a maconha), que passava assi a um uso ritual, que às vezes poderiamos denominar recreativo, em contraposiçom ao exclusivamente terapéutico (se é que se pode fazer essa distinçom com um 100% de claridade) que vinha tendo até o momento.
Moléculas de LSD e de psilocibina, debuxadas por Albert Hofmann
Evidentemente, nom podia durar. O governo dos USA prohibiu o LSD em 1968, o que trouxo consigo, de jeito sorprendentemente acelerado, todos os males da prohibiçom: marginalidade, delinqüência, abusos. A excusa perfecta para acabar com um sonho e com a penúltima rebeliom juvenil, como assi foi. O documental Hippies, visualizável em TuTV , explica-o moi bem (graças a Blues Propícios pola ligaçom).
A pesar dos alarmismos, gente como o própio Hofmann, os demais mencionados aquí, e moitos outros, especialmente os músicos e artistas daquela época, experimentárom com generosidade com o LSD (os Beatles, por exemplo, admitirom ter feito centos de “viages”), sem efectos adversos. Cary Grant, que seguiu um tratamento psiquiátrico no que consumiu 60 vezes a substância, deixou esta fermosa testemunha:
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"All my life, I've been searching for peace of mind. I'd explored yoga and hypnotism and made several attempts at mysticism. Nothing really seemed to give me what I wanted until this treatment. I have been born again. I have been through a psychiatric experience which has completely changed me. I was horrendous. I had to face things about myself which I never admitted, which I didn't know were there. Now I know that I hurt every woman I ever loved. I was an utter fake, a self-opinionated bore, a know-all who knew very little. I found I was hiding behind all kinds of defenses, hypocrisies and vanities. I had to get rid of them layer by layer. The moment when your conscious meets your subconscious is a hell of a wrench. With me there came a day when I saw the light."
. Os companheiros da esquerda heterodoxa portuguesa, o Bloco da Esquerda, mantenhem entre outros o excelente blogue Blocomotiva. Reproduzimos esté post seu (agardando umha vez mais que ninguém se moleste por este abuso do copy-paste), na que se fam eco dum artigo publicado na famosa revista médica Lancet. A sua conclusom: o cannabis deveria ser considerada como menos nocivo que o alcool ou o tabaco.
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A revista britânica considerada uma das referências mundiais da medicina, The Lancet, publicou na última edição um estudo que defende novos critérios para a a classificação das drogas. O professor David Nutt, da Universidade de Bristol e autor deste estudo, quis saber como os especialistas classificariam vinte drogas diferentes se os critérios fossem três: o dano físico aos utilizadores, o potencial de habituação e o impacto do consumo na sociedade. A conclusão não surpreende os anti-proibicionistas: a canábis é menos nociva do que drogas legais como o álcool e do tabaco.
Analisadas as drogas e dadas as notas por parte de polícias, advogados, psiquiatras, entre outros conhecedores da matéria, a heroína e a cocaína foram consideradas as mais perigosas, seguidas dos barbitúricos, da metadona e do álcool, uma substância legal e tolerada socialmente. Outra droga legal, o tabaco, aparece nesta lista em nono lugar, acima da canábis, que está na 11ª posição e do ecstasy.
De facto, existe uma grande disparidade entre o sistema de classificação de drogas no Reino Unido (as mais perigosas estão na categoria A, as menos na categoria C) e os resultados deste estudo. Tirando a heroína e a cocaína (ambas classificadas pelo governo na categoria A) que aparecem também no topo da lista das mais perigosas na classificação segundo os critérios de Nutt, outras drogas, como o tabaco, o álcool, a ketamina e os solventes (que nem se encontram classificadas na lista governamental) são consideradas mais perigosas do que o LSD, o ecstasy ou a sua variante 4-MTA (todas na categoria A da lista oficial).
As conclusões do estudo apontam para a arbitrariedade completa de se excluir o álcool e o tabaco na lista governamental, ao mesmo tempo que aponta as discrepâncias nas classificações no que diz respeito às drogas psicadélicas. O preconceito deve ser substituído pela transparência e pelo debate racional para que a sociedade se aperceba dos riscos inerentes a utilização de drogas, conclui David Nutt.
Charla dada por Carlos Aymerich na jornada "DROGAS E MOCIDADE: FUXIR DA REALIDADE? SÁBADO, 12 DE XANEIRO DE 2002. FACULTADE DE PSICOLOXÍA. SANTIAGO FUNDACIÓN GALIZA SEMPRE e GALIZA NOVA". Achamos que é umha reflexiom chea de sentido comum e moi acaída ao momento atual. Chega já de políticas absurdamente repressoras, é a hora da legalizaçom. Acompanhamos o texto, para que seja mais ameno, com música dos Planet Hemp. LeGaliza já!
A POLÍTICA SOBRE DROGAS Carlos Aymerich Cano. Deputado no Congreso
1. A necesidade dunha nova política sobre drogas.
Despóis de anos de políticas baseadas no proibicionismo, comprobamos como a produción, o consumo e o tráfico de drogas seguen a aumentar. Comprobamos como as consecuéncias prexudiciais – a nível individual e a nível social – ligadas ao narcotráfico non só non deminuiron senón que mesmo teñen aumentado: criminalidade, aumento da populazón reclusa, influéncia do diñeiro suxo no sistema económico, militarización de amplas zonas do planeta coa excusa da luita contra a droga (Plano Colómbia, Plano Puebla-Panamá e Iniciativa Andina) e, enfin, predomínio dunha visión represiva e policial do problema. Porque, e penso que aquí coincidiremos todos e todas, estamos perante un grave problema. O que discutimos e como resolvé-lo e como conviver con el.
A guerra contra as drogas - (así é denominada pola Administración USA), imposta polos Estados Unidos á maior parte do mundo, através da Oficina de Fiscalización de Drogas e Prevención do Delicto das NN.UU. e da técnica da certificación, política seguida acriticamente pola Administración española e pola Xunta de Galiza – é, sobretodo, unha guerra contra as persoas. Contra os elos mais febles da cadea – os consumidores, os pequenos traficantes, os produtores latinoamericanos ... – e non contra aqueles que decote guardan unha sospeitosa proximidade co poder*.
Xa son muitas as persoas e as organizacións, envolvidas directamente na problemática das drogas, que reclaman unha nova política ao respeito. Unha política que insista na información, na prevención, no tratamento e da redución de danos e que se refira a cualquer tipo de droga (sexan as hoxe consideradas legais ou as hoxe consideradas ilegais). Unha política que parta da constatación de que as drogas sempre existiron, en todo tempo e en todo pais e que, por conseguinte, non é previsíbel a sua desaparición e, nomeadamente, do respeito á liberdade das persoas. CONTINUAR LENDO...
Mas, se me permitides, antes de prefillar as liñas mestras do que poderia ser unha política sobre as drogas, gostaria de desenvolver brevemente estas afirmacións que veño de facer:
1. A actual política é ineficaz: mália as optimistas declaracións do Sr. Pino Arlacci, Director Executivo da Oficina de Fiscalización de Drogas e Prevención do Delicto das NN.UU., para quen o problema mundial das drogas estaba a piques de se resolver (foi cesado no seu cargo o mes pasado), o certo é que nos últimos anos a oferta de drogas, mais variada que nunca ten aumentado, o mesmo que a sua demanda, tanto nos países desenvolvidos como nos subdesenvolvidos. Baste lembrar que no ano 1999 se rexistaron en Galiza apreixamentos récord de cocaina, heroina e haxís e que esta mesma tendéncia é observábel a nível mundial. A própria ONU debeu recoñecer que o consumo e a produción de substáncias ilegais non cesou de aumentar durante os anos noventa. De facto – e son mais outra vez fontes da ONU quen o din – os prezos son mais baixos que nunca.
2. A actual política anti-drogas é un perigo para os direitos humanos e o Estado de Direito, así como para o meio ambiente (fumigacións realizadas en Latinoamérica ao tempo que fracasaron totalmente os programas de desenvolvimento alternativo), tanto nos países produtores como nos países consumidores. Centra-se nunha estratexia puramente represiva (incardinación do Plano Nacional sobre Drogas no Ministério do Interior) da micro-delincuéncia relacionada coas drogas, desatendendo outras políticas. Exemplo, lei Corcuera.
3. A actual política sobre drogas impede un debate tranquilo sobre as alternativas que están surxindo a nível nacional, estatal e internacional. Non é casualidade que no Estado español en xeral, e na Galiza en especial, as políticas de redución de danos – que mália non cuestionar directamente o proibicionismo si supoñen, indubidabelmente, un paso á frente – ainda non se teñan experimentado, a salvo dos programas de metadona. Nen salas de calor, nen programas de intercámbio de seringas, nen administración controlada de heroina.
4. A actual política sobre drogas fomenta a desinformación e o abuso das drogas, no canto de promover un uso racional das mesmas que, en calquer caso, vai-se estendendo en certos estratos sociais (caso dos “novos consumidores” de heroina e cocaina non inxectada e non marxinais) para desconcerto dos responsábeis governamentais. A distinción básica non é drogas leves ou drogas duras, é dicer, non atende aos efeitos da substáncia sobre o consumidor, mas a de legal/ilegal.
5. A actual política sobre drogas mostra-se ineficaz – a mantenta, caso Berlusconi: euro-orde, toleráncia cero para a micro-delincuéncia e laxitude para os grandes delictos – para previr o lavado de cartos. Mesmo despois dos fogosos impulsos pós-11 de setembro, nada se fixo para eliminar os paraísos fiscais ou para investigar seriamente aos bancos envolvidos nestes negócios. E, desde logo, para ver os perniciosos efeitos do diñeiro da droga non hai que ir a Rúsia: basta con dar-se unha volta por Vilagarcia e ver tendas que venden os produtos por baixo do prezo de fábrica sen que as autoridades municipais ou autonómicas parezan se inmutar.
6. O acento no represivo provoca graves caréncias nos outros aspectos do problema. E mais outra vez, tampouco debemos ir a Colómbia á procura de exemplos: mortes por sobredose en prisión, infección ou re-infección por VIH, limitacións do programa de metadona (metabús, contrato e rexime sancionador, problemas da metadona de mantimento, centralización ...). Para alén das PNC que se suspenden ao entrar en prisión ou por incapacidade.
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2. Unha nova abordaxe da cuestión.
Á hora de falarmos en alternativas á política actual sobre drogas, debemos diferenciar dous planos. Un primeiro plano, o dos princípios sobre os que esta nova política sente e os obxectivos que, a meio ou longo prazo, procure. Un segundo plano referirá-se á adopción de medidas concretas, plenamente realizábeis dentro do marco regulatório actual.
- Canto ao primeiro, do meu ponto de vista, calquer focaxe sobre a política de drogas debe partir do respeito á liberdade das persoas e da constatación de que as drogas son e seguirán a ser, legais ou non, toleradas ou non, unha realidade incontornábel en calquer sociedade.
A partir disto, cabe barallar várias alternativas ao proibicionismo. Toleráncia (exemplo holandés) ou legalización (e dentro desta, a legalización total ou a legalización controlada). Calquera destas alternativas melloraria a situación actual, por mais que eu prefira unha legalización controlada polos poderes públicos e baixo controlo do sistema público de saúde.
Legalización controlada supón – e isto teñe-no ben estudado e desenvolvido no Bloco de Esquerda - , diferenciar, en primeiro lugar, entre drogas duras e leves.
As primeiras submeterian-se a un modelo de comércio pasivo e de produción controlada, á marxe do cultivo para o auto-consumo. Comércio pasivo quer dicer – e isto poderia falar muito mellor o compañeiro Alfredo Frade – produción controlada, información aos utentes, proibición de publicidade e do rexisto de marcas e venda en locais autorizados prévio o cumprimento de certos requisitos (distáncia a respeito de centros docentes, proibición da dispensación de álcool, rexime sancionador)**.
Para as segundas haberia unha legalización sob controlo do sistema sanitário público, con dispensación pública da substáncia através da rede sanitária pública.
Desta forma atacaria-se non só o mercado clandestino e os seus efeitos perniciosos xa indicados mas tamén deminuiria de forma drástica a mortalidade e a morbilidade dos consumidores de droga así como tamén os delictos actualmente decorrentes do mercado ilegal.
- Canto ao segundo, sen entrar en colisión co marco regulatório actual –en concreto, sen entrar en colisión cos Tratados Internacionais dos que o Estado español é parte e en cuxa revisión deberia comprometer-se -, cabe adoptar imediatamente certas medidas que redundarian nunha mellor compreensión e tratamento do problema.
a) Aumentar o orzamento destinado ao tratamento dos drogodependentes que queiran abandonar a sua adicción, para criar unha rede pública de centros con capacidade suficiente (Vs Reto e similares, é dicer, vs a privatización dos tratamentos de desintoxicación).
b) Menor acento no represivo: a política de droga debe formar parte da política sanitária e non da política de interior.
c) Deixar de perseguir ao consumidor: iniciativa do BNG para reformar a Lei Corcuera, rexeitada polo PP e polo PSOE.
d ) Maior coordenación e clarificación das estruturas públicas actualmente existentes (UMADs, planos sociocomunitários, ...), de cara a permitir un tratamento global do problema: social, sanitário.
e) Integración dos programas de redución de dano na rede sanitária pública (vs metabús, problema do centro da Agrela) e afondamento e estensión doutros programas como, p.ex, a administración controlada de heroina, narcosalas e salas de calor. Desde logo, maior oferta de prazas e maior transparéncia no acceso aos programas.
f) Integración da sanidade penitenciária na rede sanitária pública (Combivir).
g) PNC
h) Maior oferta de centros de cumprimento alternativos á prisión e solución do problema que á luz do CP vixente prantexan aqueles que dispensan metadona de mantimento.
i) Envolvimento sério e críbel na investigación e na perseguizón do branqueo de cartos, tanto a nível interno como internacional (Gescartera como síntoma).
j) Promoción dunha nova política internacional sobre as drogas respeitosa dos direitos das persoas e dos povos, que non serva como excusa para aventuras imperialistas.
O momento é bon para comezar un debate que, tanto no BNG como na sociedade, é agora mais necesário que nunca. Xa van sendo muitos as persoas e as organizacións que reclaman unha nova política sobre drogas, que se decatan do sen sentido do proibicionismo e das suas razóns (económicas, políticas e militares) ocultas.
Agardo que esta xornada serva para que tamén na Galiza este debate nos conduza a alternativas mais realistas, mais eficaces e, sobretodo, pensada para as persoas e non en contra delas.
* O Anuário 1998-1999, o último publicado, do Observatório Xeo-político das Drogas di-o claramente: “a tentación do diñeiro ilícito alcanza aos dous grandes partidos españois. A hexemonia do PP, que dirixiu Galiza sen interrupción desde o retorno á democracia, e a ideoloxia conservadora dos narcos, fixeron que a os fluxos económicos se dirixisen preferentemente cara el. Mas o PSOE, que até unha data recente, detentou unha certa fracción do poder municipal no governo de grandes municipalidades como A Coruña (coñecida como a “capital da coca” pola imprensa española), Santiago de Compostela ouVigo ten-se aproveitado igualmente”.
** “O consumo de drogas suaves na Holanda nom se diferença quanto a volume e caráter do patrom que existe noutras partes do mundo ocidental. Nos últimos anos, o consumo nos EUA., por exemplo, é de novo bastante mais elevado que na Holanda. Isto pode dizer-se igualmente lo que se refere aos menores de idade. A descriminaçom nos anos setenta tampouco conduziu entom a um aumento do consumo entre a juventude. Por outra parte, o objetivo da política holandesa de proteger a adultos moços, que numha determinada fase de sua vida desejam consumir drogas suaves, contra o perigo que existe no mundo das drogas duras, foi além disso realista. Só umha parte moi pequena dos moços que consomem drogas suaves passa a consumir drogas duras. A idea anunciada por alguns de que o consumo de produtos de tipo cannabis provocam de por si a necessidade fisiológica ou psíquica de ingerir tamém drogas duras, a chamada teoria da passadeira (stepping stone theorie) tem sido desmentida na Holanda polos desenvolvimentos reais. Os jovens holandeses que usam drogas suaves dam-se perfeitamente conta dos maiores riscos que representa o consumo de drogas duras, como a heroína, e por isso nom se lançam em breve a experimentar com elas. A parte dos consumidores de drogas suaves que passa a consumir ao mesmo tempo drogas duras é na Holanda relativamente baixo. A teoria da passadeira deve considerar-se à luz destas experiências como um dos moitos mitos que existem acerca do consumo de drogas. Um mito que sob certas circunstâncias poderia converter-se numha profecia autorrealizável: medindo sistematicamente com o mesmo raseiro o consumo de derivados do cânhamo e as drogas duras, como heroína e cocaína, pode estimular-se precisamente, pois, que os fumantes de cannabis entrem em contato com drogas duras. Mediante esta equivalência se mina, além disso, a credibilidade da informaçom sobre drogas à juventude” (Informe ao Governo holandés sobre a revisom da política relativa ás drogas, 1995).
Um dos magníficos alegatos a prol da legalizaçom aos que nos tem acostumados Antonio Escohotado (originalmente publicado em Cambio16, 21 de maio de 1990, págs. 122-123).
Empecemos por un caso concreto, entre muchos posibles. A mediados del siglo XIX, China tiene prohibidos tanto la producción como el consumo de opio con pena de muerte, tras considerar durante un milenio largo lícitas ambas cosas. Sin embargo, quien alimenta un contrabando inglés en vertiginoso aumento es la India. ¿Tienen los indios problemas debido a la gigantesca producción propia? A través de sus miles de páginas, los sucesivos informes de la Royal Commission on Opium despejan dudas. En India hay aproximadamente diez veces más usuarios regulares de esta droga que en China, pero no se observan problemas sanitarios, sociales o criminales. Los usos moderados son regla, y los médicos encargados de llevar a cabo la investigación, tanto nativos como británicos, acaban concluyendo que el consumo «carece de inconveniente para la salud y el bienestar, pues el opio en la India se parece más a los licores occidentales que a una sustancia aborrecible». CONTINUAR LENDO...
Ilegalizada rigurosamente, la misma droga —durante el mismo período— está minando la sociedad y las instituciones chinas hasta extremos impensables. Sus últimas secuelas son el absoluto control del país por sociedades secretas, las más sangrientas guerras civiles conocidas y, algo después, el desmembramiento del país en beneficio de otras naciones. Derrotada militar y éticamente, la corte imperial decide hacer un giro en redondo y rehabilita las grandes extensiones antes dedicadas al cultivo de adormidera. ¿Qué consecuencias produce la legalización? En 1906, cuando el opio lleva treinta años de licitud, la declaración oficial del Gobierno chino calcula que hay unos dos millones y medio de usuarios regulares, lo cual equivale al 0,3 por ciento de la población. La fuga de capitales, la desmoralización y la delincuencia ligada a esta droga han desaparecido, mientras el número de consumidores resulta igual, o incluso levemente inferior, al que había 60 años antes; pero ahora su conducta es la acorde con quien dispone de un fármaco puro, barato y legal.
El contraste entre China e India durante el siglo pasado no proviene de una inexplicable anomalía. Durante el siglo XVIII, cuando arraiga en Europa el uso del café, la tolerancia y la intolerancia producen los efectos respectivamente previsibles. En Francia, donde se inauguran los primeros establecimientos públicos ligados a la droga, Montesquieu comenta que tiene fama de ser un «fármaco espiritual». En Rusia, donde el consumo se encuentra castigado con mutilación de las orejas (y hasta de la nariz), no son infrecuentes los usuarios capaces de beber litros por hora; sus trances de hiperexcitación confirmaban a la policía zarista en su certeza de habérselas con «un fármaco mórbido e incontrolable».
Mediante reiterados ejemplos, la historia humana enseña que cualquier normativa prohibicionista multiplica consumos irracionales, corrupción institucional y envenenamiento con sucedáneos mucho más tóxicos que los originales prohibidos. En otras palabras, la alternativa no es un mundo con drogas y un mundo sin drogas, sino la actual hipocresía o alguna alternativa que proteja menos desastrosamente la salud pública.
Intentar prevenir el abuso de drogas con prohibición es tan endeble lógicamente como querer prevenir el embarazo premarital apaleando a la hija que llegue a casa después de las 10. Tal como la cópula puede muy bien realizarse antes de esa hora, lo prohibido puede muy bien obtenerse cuando se quiera. Dispensarios de drogas ilícitas florecen en todas partes, y para acceder a ellas basta disponer de efectivo o estar dispuesto a revenderlas; la ley del dinero convierte a los humildes en eficaces viajantes de comercio.
Distintas épocas y países prueban que un autocontrol aparece tan pronto como cesa el sistema de heterocontrol o tutela oficial, cosa previsible considerando que la dieta de drogas (con fines terapéuticos, recreativos y religiosos) ha sido siempre un complemento de la dieta nutritiva, no ya en todas las culturas sino en todos los animales de sangre caliente investigados hasta el día de hoy. Cambiar el estado de ánimo por medios químicos es un impulso tan básico como comer, beber o aparearse.Al mismo tiempo, los humanos se dejan obnubilar por etiquetas adheridas a las cosas, velándose lo que ellas y ellos respectivamente son. De ahí que una droga no sea sólo cierto cuerpo químico, sino algo determinado esencialmente por clichés ideológicos y condiciones de acceso a su consumo. Hasta 1935, por ejemplo, los heroinómanos eran personas de segunda y tercera edad, casi todas bien integradas familiar y profesionalmente, ajenas a incidencias delictivas; no necesito aclarar quiénes son actualmente, y cómo se desempeñan.
A estas alturas, cabe preguntar si puede uno drogarse razonablemente. Pero eso depende de que los estados defiendan la ilustración o el oscurantismo, la cultura o la barbarie farmacológica. La cuerda que sirve al alpinista para conquistar una cumbre sirve al suicida para ahorcarse y al marino para sostener sus velas al viento. Libres de mitos, adulteración y embustes, las drogas hoy ilegales pueden proporcionar paz, estimulación y apertura espiritual a individuos y grupos; cargadas de mitos, adulteración y embustes pueden proporcionar desasosiego, apatía y cerrazón mental a individuos y grupos.
Como el prohibicionismo está peleándose finalmente con la química, cuanto más se extreme más subvencionará sus progresos incontrolados, y más convertirá a los ciudadanos en cobayas para laboratorios clandestinos. Con los actuales avances no sólo han surgido cinco derivados por cada droga antigua ilegal sino 500, pues las posibilidades de modificar la conciencia intercambiando radicales atómicos son sencillamente infinitas.
Podemos echarnos las manos a la cabeza, y pedir al cielo que nos defienda de este nuevo apocalipsis. Sin embargo, el apocalipsis fue decretado al prohibir —por motivos sectarios, racistas, etnocéntricos y mercantiles— ciertos tipos de ebriedad mientras, inevitablemente, se fomentaban otros. Si decidimos que ciertas formas de ebriedad son malignas, y después —cuando las leyes se han puesto al servicio de esa moralina— buscamos pruebas de que lo eran efectivamente, estamos poniendo en marcha un mecanismo de profecía autocumplida.
Difundidas por la propaganda, y sostenidas por la represión, esas pretensiones se convierten pronto en realidades sociales. Se reirán de mí si digo que café y tabaco llevan a una prostitución de las jóvenes. Pero si logro ilegalizar café y tabaco, elevando salvajemente su precio, entregando el comercio a organizaciones criminales y creando en torno a ellas la mitología que hoy rodea a la heroína o la cocaína, en poco tiempo encontraremos jovencitas que hagan la calle para pagarse ese vicio o pagárselo a su prometido. He ahí una profecía autocumplida.
Tengamos en cuenta que el más antiguo negocio es vender coactivamente protección. Gracias a su rentable profecía, el vendedor coactivo de seguridad puede presentarse como santo guía, exigiendo tributo y acatamiento incondicional a los supuestos protegidos. Así se justificaron cruzadas previas contra herejes o brujas, empresas muy lucrativas para inquisidores y oficios conexos, que al convocarse parecieron absolutamente benéficas y ahora nos parecen absolutamente criminales.
Tras bastantes años de pesquisas en distintas bibliotecas, doy testimonio de que hubo pacífica y sana automedicación durante milenios, en los cinco continentes. Reparar las ingentes miserias producidas por la narcoinquisición no será sencillo, y requerirá pasos graduales. Pero tampoco constituye un problema técnico, sino algo que depende ante todo de buena fe. Para empezar, debemos sacudirnos el fantasma que legitima el Estado como ángel de la guarda. Nuestros ángeles de la guarda son la libertad y el cultivo de la razón.