sábado, 30 de abril de 2011
Proudhon: um anarquista e o seu programa eleitoral
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Murray Bookchin: ecologia social e municipalismo libertário

sábado, 12 de junho de 2010
Erich Mühsam
Ocupamo-nos hoje de uma figura apaixonante. Nado em Berlin em 1878, Erich Mühsam foi contra a corrente já desde cativo, sendo expulsado do instituto na adolescência por rebelde e socialista. Participou em atividades contraculturais na dinámica Alemanha de princípios de século, escrevendo obras de teatro, vivendo em comunas (como esta) e difundindo ideias comunistas e libertárias. Desde 1908 residiu em Munique, onde repartiu o seu tempo entre o cabaret, o jornalismo e a agitação política, sendo arrestado em 1918 por antibelicista. Ao remate da guerra foi proclamada em Munique a República Soviética da Baviera, da que foi um dos seus dirigentes. Encarcerado ao remate desta aventura, foi amnistiado em 1924 e continuou as suas atividades políticas e culturais, adotando um tom cada vez mais radical - numa sociedade cada vez mais reaccionária. A sua sátira do nacional-socialismo e as suas proclamas revolucionárias (assim como o feito de ser judeu) valérom-lhe um arresto em fevereiro de 1933, com os nazis no poder. Foi recluído em vários campos de concentração, sofrendo toda classe de torturas e maus tratos até a sua morte o 11 de julho de 1934. segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Portugaliza libertária

terça-feira, 14 de abril de 2009
Liberdade para Enric Duran i Giralt (ghaiteiro!!)
Hai muitas persoas admiráveis militando em muitas causas justas. Mas poucas haverá com a inteligência (e os güebos, por que não dizi-lo) que empregou Enric Duran para dar o que é o golpe de efecto mais grande que eu tenha visto nos últimos anos. Se alguém não conhece ainda a história, está perfectamente resumida nesta página da Wikipédia, polo que não a vou reproduzir aqui. Direi tão só que para quem concorde em maior ou menos medida com o que se tem apresentado neste blogue a respeito do anti-capitalismo, do decrecemento, das alternativas ao sistema monetário, da autogestão, do control das nossas vidas e do caminho cara um mundo mais justo, em definitica... o que tem feito Enric é francamente impressionante. E agora atopa-se no cárcere por isso: mais uma prova de que hai algo (muito) terrivelmente errado no coração deste sistema. sábado, 14 de março de 2009
Babeuf: O Manifesto dos Iguais (1796)

(Tirado do Arquivo Marxista em Internet e da wikipedia)
Publicou em 1790 “O Cadastro Perpétuo”, onde defendia as reivindicações de igualdade radical do povo de Paris. Várias vezes preso e solto por causa das suas ideias, fijo-se chamar Gracchus em referência aos dous irmãos romanos que militaram a favor da reforma agrária e foram assassinados (133 e 121 antes de Cristo).
Funda em 1794 o jornal “A Tribuna do Povo” e cria em 1795 o movimento político clandestino Conjuração dos Iguais, cujo objetivo era continuar a revolução e garantir a coletivização das terras para conseguir a "igualdade perfeita" e o "bem comum".
Preso em 1796, Babeuf é executado em maio de 1797, após uma tentativa de suicídio.
Povo da França!
Durante perto de vinte séculos viveste na escravidão e foste por isso demasiado infeliz. Mas desde há seis anos que respiras afanosamente na esperança da independência, da felicidade e da igualdade.
A igualdade! - primeira promessa da natureza, primeira necessidade do homem e elemento essencial de toda a legítima associação! Povo da França, tu não ficaste mais favorecido do que as outras nações que vegetam sobre esta mísera terra! Sempre e em qualquer lado, a pobre espécie humana, vítima de antropófagos mais ou menos astutos, foi joguete de todas as ambições, pasto de todas as tiranias. Sempre e em qualquer lado se adulou os homens com belas palavras, mas nunca e em lugar nenhum obtiveram eles aquilo que, através das palavras, lhes prometeram. Desde tempos imemoriais se vem repetindo hipocritamente: os homens são iguais. Mas desde há longo tempo que a desigualdade mais vil e mais monstruosa pesa insolentemente sobre o gênero humano.
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Todos somos iguais, não é verdade? Este é um princípio incontestável, porque ninguém poderá dizer seriamente, a não ser que esteja atacado de loucura, que é noite quando se vê que ainda é dia. Pois bem, o que pretendemos é viver e morrer iguais já que como iguais nascemos: queremos a igualdade efetiva ou a morte.
Não importa qual o preço, mas havemos de conquistar essa igualdade real. Ai daqueles que se interponham entre ela e nós! Ai de quem se oponha a um juramento formulado desta forma!
A Revolução Francesa não é mais do que a vanguarda de outra revolução maior e mais solene: a última revolução.
O povo passou por cima dos corpos do rei e dos poderosos coligados contra ele; e assim acontecerá com os novos tiranos, com os novos tartufos políticos sentados no lugar dos velhos.
De que mais precisamos além da igualdade de direitos?
Temos apenas necessidade dessa igualdade, da qual resulta a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão: queremos vê-la entre nós, sob o teto das nossas casas. Estamos dispostos a tudo, a fazer tábua-rasa de tudo o mais, apenas para conservar a igualdade. Pereçam, se for necessário, todas as artes, desde que se mantenha de pé a igualdade real!
Legisladores e governantes, com tão pouco engenho como boa fé, proprietários ricos e sem coração, em vão tentais neutralizar a nossa sagrada missão dizendo: "Eles não fazem mais do que reproduzir aquela lei agrária exigida já por diversas vezes no passado".
Caluniadores, calai-vos pela vossa parte e, em silêncio de confissão, escutai as nossas pretensões, ditadas pela natureza e baseadas na justiça.
A lei agrária, ou a divisão da terra, foi aspiração momentânea de alguns soldados sem princípios, de algumas populações incitadas pelo seu instinto mais do que pela razão. Nós temos algo de mais sublime e de mais eqüitativo: o bem comum, ou a comunidade de bens! Nós reclamamos, nós queremos desfrutar coletivamente dos frutos da terra: esses frutos pertencem a todos.
Declaramos que, posteriormente, não poderemos permitir que a imensa maioria dos homens trabalhe e esteja ao serviço e ao mando de uma pequena minoria.
Há muito tempo já que menos de um milhão de indivíduos tem vindo a dispor de quanto pertence a mais de vinte milhões de semelhantes seus, de homens que são em tudo iguais a eles.
Devemos pôr termo a este grande escândalo, que os nossos netos não quererão acreditar possa ter existido! Devemos fazer desaparecer, finalmente, essas odiosas distinções de classes entre ricos e pobres, entre grandes e pequenos, entre senhores e servos, entre governantes e governados.
Que entre os homens não exista mais nenhuma diferença do que aquela que lhes é dada pela idade e pelo sexo. E, porque todos temos as mesmas necessidades e as mesmas faculdades, que exista, portanto, uma única educação para todos e um idêntico regime de alimentação. Toda a gente se sente satisfeita por dispor do sol e do mesmo ar que respira. Porque não há de acontecer o mesmo com a quantidade e a qualidade dos alimentos?
Mas é verdade que já os inimigos da ordem de coisas mais natural que imaginar se possa protestam e clamam contra nós.
Desorganizadores e facciosos, dizem-nos eles, vós só desejais que exista anarquia e massacre.
Povo da França!
Não desejamos perder tempo a responder a esses senhores, mas a ti dizemos-te: a sagrada tarefa em que estamos empenhados não tem outro objetivo que não seja pôr termo às lutas civis e à miséria pública.
Nunca foi concebido e posto em execução um plano mais vasto do que este. De vez em quando, alguns homens de talento, homens inteligentes, falaram em voz baixa e temerosa desse plano. Mas nenhum deles, claro, teve a coragem necessária para dizer toda a verdade.
Chegou a hora das grandes decisões. O mal encontra-se no seu ponto culminante, está a cobrir toda a face da terra. O caos, sob o nome de política, há já demasiados séculos que reina sobre ela. Que tudo volte, pois, a entrar na ordem exata e que cada coisa torne a ocupar o seu posto. Ao grito de igualdade, os elementos da justiça e da felicidade estão a organizar-se. Chegou o momento de fundar a República dos Iguais, este grande refúgio aberto a todos os homens. Chegaram os dias da restituição geral. Famílias sacrificadas, vinde todas sentar-vos à mesa comum posta para todos os vossos filhos.
Povo da França!
A ti estava, pois, reservada a mais esplendorosa de todas as glórias! Sim, tu serás o primeiro que oferecerá ao Mundo este comovedor espetáculo.
Os hábitos inveterados, os antigos preconceitos, farão novamente tudo para impedir a implantação da República dos Iguais. A organização da igualdade efetiva, a única que satisfaz todas as necessidades sem provocar vítimas, sem custar sacrifícios, talvez em princípio não agrade a todos. Os egoístas, os ambiciosos, rugirão de raiva. Os que conquistaram injustamente as suas possessões dirão que está a cometer-se uma injustiça em relação a eles. Os prazeres individuais, os prazeres solitários, as comodidades pessoais, serão motivo de grande pesar para os indivíduos que sempre se caracterizaram pela sua indiferença ante os sofrimentos do próximo. Os amantes do poder absoluto, os miseráveis partidários da autoridade arbitrária, baixarão pesarosos as suas soberbas cabeças perante o nível da igualdade real. A sua visão estreita dificilmente penetrará no próximo futuro da felicidade comum. Mas que podem fazer alguns milhares de descontentes contra uma massa de homens completamente satisfeitos de terem procurado durante tanto tempo uma felicidade que sempre tiveram à mão?
Logo que se verificar esta autêntica revolução, estes últimos, estupefatos, dirão uns aos outros: "Como custava tão pouco conseguir a felicidade comum! Era necessário apenas ter o desejo de alcançá-la. E por que não fizemos isso há mais tempo?" Será preciso repetir sempre uma e outra vez? Sim, sem dúvida, basta que sobre a terra um homem seja mais rico e mais poderoso do que os seus semelhantes, do que os seus iguais, para que o equilíbrio se quebre e o crime e a desgraça invadam o Mundo.
Povo da França!
Quais os sinais que nos permitem reconhecer as qualidades de uma Constituição? Aquela que se apóia integralmente sobre a igualdade é, na realidade, a única que te convém, a única que satisfaz as tuas aspirações.
As cartas aristocráticas dos anos 1791 e 1795, em vez de romper as tuas cadeias, vieram consolidá-las. A de 1793 supôs ser um grande passo no sentido da igualdade real, mas não conseguiu todavia esse objetivo e não apontou diretamente para a igualdade comum, embora consagrasse solenemente o grande princípio dessa igualdade.
Povo da França!
Abre os olhos e o coração para a plenitude da felicidade; reconhece e proclama conosco a República dos Iguais.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Zeitgeist: Addendum
Hai quase exactamente um ano comentávamos nestas páginas o documental Zeitgeist. Está disponível já a segunda entrega, "Zeitgeist: Addendum", a qual, ao igual que a primeira, oscila entre o mui interessante e o quase delirante. E, também ao igual que a original, consta de várias partes claramente diferenciadas (atençom: se se pode estragar o argumento dum documental... entom o que segue é um SPOILER!). O Addendum começa com uma descriçom crítica do monetarismo, apresentado como um sistema que furta recursos do comum para entregar-lhe-los aos bancos (correcto!). A seguir, e ligado com este roubo de recursos, John Perkins (colaborador do NY Times, escritor, impulsor do projecto Dream Change) fai um repasso da trajectória imperialista dos USA, analisando os casos de desestabilizaçom (tanto total como em grau de tentativa, e sempre com o fim de expoliar estes países) de Panamá, Irão ou Venezuela, entre outros (certo!). Despois a película vira para outro âmbito, nom já de crítica, senom de proposta em positivo: a do Projecto Venus, uma simpática ida de olla sem desperdício. E é que basicamente defendem uma tecno-utopia, possibilitada por uma "economia baseada em recursos" na que estes seriam super-abundantes. Na sua visom, nom nos teremos que preocupar pola escassez de energia: hai de sobra, só que em fontes ainda nom explotadas -tales como a geotérmica ou a hidroeléctrica das correntes submarinhas. Outro exemplo: o do transporte, para o que imaginam um futuro onde os VTOLs e os trens Maglev nos solucionam a vida a baixo custo. A chave de todo isto, o que o faria possível, explica-se na película e também aqui. ..
.Verdadeiramente é um futuro no que me gostaria acreditar (paga a pena botar uma olhada à sua web, talvez algum dia me construa uma casa como as que proponhem), se nom fosse polo déjà vu a sonho hippie da Era Espacial... e a que, apesar das maravilhas prometidas, nom dam nenguma folha de rota para chegar a elas. O seu projecto é aparentemente um quadro estático, nom um processo; igual de fermoso e perfecto que o anarquismo -sendo em realidade uma forma de realizaçom do ideal anarquista-, apresenta as mesmas (formidáveis) dificuldades para a sua realizaçom. Mas, apesar de todo, recomendo o visionado deste Addendum, por refrescante e "debatível"... e também, que carai, porque imagino que Carl Sagan sorriria vendo-o ;-)
domingo, 11 de janeiro de 2009
Andrew Flood: Civilizaçom, Primitivismo e Anarquismo
Introduzíramos a polêmica sobre o Primitivismo com uma introduçom a cargo de um dos seus defensores, John Moore. Recomendamos continuar agora com um artigo de um dos seus detractores, o anarquista irlandês Andrew Flood (pode-se consultar a versom original em inglês ou uma traduçom ao castelhano). O texto centra-se em criticar que a alternativa primitivista nom é verdadeiramente uma alternativa, pois uma sociedade de caçadores-recolectores nom poderia alimentar mais que a uma ínfima minoria (sendo generosos, o 2%) da povoaçom mundial -nom constituindo portanto nengum tipo de soluçom para o 98% restante. Além disso, o artigo lamenta que os primitivistas se considerem -e sejam considerados- "anarquistas", quando rejeitam a organizaçom de massas que o anarquismo veu considerando classicamente como a única forma de luitar contra a opressom e provocar um câmbio revolucionário. terça-feira, 28 de outubro de 2008
John Moore: A Primitivist Primer
What is anarcho-primitivism?
So why is the term anarcho-primitivist used to characterise this current?
In 1986, the circle around the Detroit paper Fifth Estate indicated that they were engaged in developing a 'critical analysis of the technological structure of western civilization[,] combined with a reappraisal of the indigenous world and the character of primitive and original communities. In this sense we are primitivists ...' The Fifth Estate group sought to complement a critique of civilization as a project of control with a reappraisal of the primitive, which they regarded as a source of renewal and anti-authoritarian inspiration. This reappraisal of the primitive takes place from an anarchist perspective, a perspective concerned with eliminating power relations. Pointing to 'an emerging synthesis of post-modern anarchy and the primitive (in the sense of original), Earth-based ecstatic vision,' the Fifth Estate circle indicated:
We are not anarchists per se, but pro-anarchy, which is for us a living, integral experience, incommensurate with Power and refusing all ideology ... Our work on the FE as a project explores possibilities for our own participation in this movement, but also works to rediscover the primitive roots of anarchy as well as to document its present expression. Simultaneously, we examine the evolution of Power in our midst in order to suggest new terrains for contestations and critique in order to undermine the present tyranny of the modern totalitarian discourse - that hyper-reality that destroys human meaning, and hence solidarity, by simulating it with technology. Underlying all struggles for freedom is this central necessity: to regain a truly human discourse grounded in autonomous, intersubjective mutuality and closely associated with the natural world.
The aim is to develop a synthesis of primal and contemporary anarchy, a synthesis of the ecologically-focussed, non-statist, anti-authoritarian aspects of primitive lifeways with the most advanced forms of anarchist analysis of power relations. The aim is not to replicate or return to the primitive, merely to see the primitive as a source of inspiration, as exemplifying forms of anarchy.
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For anarcho-primitivists, civilization is the overarching context within which the multiplicity of power relations develop. Some basic power relations are present in primitive societies - and this is one reason why anarcho-primitivists do not seek to replicate these societies - but it is in civilization that power relations become pervasive and entrenched in practically all aspects of human life and human relations with the biosphere. Civilization - also referred to as the megamachine or Leviathan - becomes a huge machine which gains its own momentum and becomes beyond the control of even its supposed rulers. Powered by the routines of daily life which are defined and managed by internalized patterns of obedience, people become slaves to the machine, the system of civilization itself. Only widespread refusal of this system and its various forms of control, revolt against power itself, can abolish civilization, and pose a radical alternative. Ideologies such as Marxism, classical anarchism and feminism oppose aspects of civilization; only anarcho-primitivism opposes civilization, the context within which the various forms of oppression proliferate and become pervasive - and, indeed, possible. Anarcho-primitivism incorporates elements from various oppositional currents - ecological consciousness, anarchist anti-authoritarianism, feminist critiques, Situationist ideas, zero-work theories, technological criticism - but goes beyond opposition to single forms of power to refuse them all and pose a radical alternative.
How does anarcho-primitivism differ from anarchism, or other radical ideologies?
From the perspective of anarcho-primitivism, all other forms of radicalism appear as reformist, whether or not they regard themselves as revolutionary. Marxism and classical anarchism, for example, want to take over civilization, rework its structures to some degree, and remove its worst abuses and oppressions. However, 99% of life in civilization remains unchanged in their future scenarios, precisely because the aspects of civilization they question are minimal. Although both want to abolish capitalism, and classical anarchism would abolish the State too, overall life patterns wouldn't change too much. Although there might be some changes in socioeconomic relations, such as worker control of industry and neighbourhood councils in place of the State, and even an ecological focus, basic patterns would remain unchanged. The Western model of progress would merely be amended and would still act as an ideal. Mass society would essentially continue, with most people working, living in artificial, technologised environments, and subject to forms of coercion and control.
Radical ideologies on the Left seek to capture power, not abolish it. Hence, they develop various kinds of exclusive groups - cadres, political parties, consciousness-raising groups - in order to win converts and plan strategies for gaining control. Organizations, for anarcho-primitivists, are just rackets, gangs for putting a particular ideology in power. Politics, 'the art and science of government,' is not part of the primitivist project; only a politics of desire, pleasure, mutuality and radical freedom.
Where, according to anarcho-primitivism, does power originate?
Again, a source of some debate among anarcho-primitivists. Perlman sees the creation of impersonal institutions or abstract power relations as the defining moment at which primitive anarchy begins to be dismantled by civilized social relations. In contrast, John Zerzan locates the development of symbolic mediation - in its various forms of number, language, time, art and later, agriculture - as the means of transition from human freedom to a state of domestication. The focus on origin is important in anarcho-primitivism because primitivism seeks, in exponential fashion, to expose, challenge and abolish all the multiple forms of power that structure the individual, social relations, and interrelations with the natural world. Locating origins is a way of identifying what can be safely salvaged from the wreck of civilization, and what it is essential to eradicate if power relations are not to recommence after civilization's collapse.
What kind of future is envisaged by anarcho-primitivists?
Anarcho-primitivist journal "Anarchy; A Journal of Desire Armed" envisions a future that is 'radically cooperative & communitarian, ecological and feminist, spontaneous and wild,' and this might be the closest you'll get to a description! There's no blueprint, no proscriptive pattern, although it's important to stress that the envisioned future is not 'primitive' in any stereotypical sense. As the Fifth Estate said in 1979: 'Let us anticipate the critics who would accuse us of wanting to go "back to the caves" or of mere posturing on our part - i.e., enjoying the comforts of civilization all the while being its hardiest critics. We are not posing the Stone Age as a model for our Utopia[,] nor are we suggesting a return to gathering and hunting as a means for our livelihood.' As a corrective to this common misconception, it's important to stress that that the future envisioned by anarcho-primitivism is sui generis - it is without precedent. Although primitive cultures provide intimations of the future, and that future may well incorporate elements derived from those cultures, an anarcho-primitivist world would likely be quite different from previous forms of anarchy.
How does anarcho-primitivism view technology?
John Zerzan defines technology as 'the ensemble of division of labor/production/industrialism and its impact on us and on nature. Technology is the sum of mediations between us and the natural world and the sum of those separations mediating us from each other. It is all the drudgery and toxicity required to produce and reproduce the stage of hyper-alienation we languish in. It is the texture and the form of domination at any given stage of hierarchy and domination.' Opposition to technology thus plays an important role in anarcho-primitivist practice. However, Fredy Perlman says that 'technology is nothing but the Leviathan's armory,' its 'claws and fangs.' Anarcho-primitivists are thus opposed to technology, but there is some debate over how central technology is to domination in civilization.
A distinction should be drawn between tools (or implements) and technology. Perlman shows that primitive peoples develop all kinds of tools and implements, but not technologies: 'The material objects, the canes and canoes, the digging sticks and walls, were things a single individual could make, or they were things, like a wall, that required the cooperation of many on a single occasion .... Most of the implements are ancient, and the [material] surpluses [these implements supposedly made possible] have been ripe since the first dawn, but they did not give rise to impersonal institutions. People, living beings, give rise to both.' Tools are creations on a localised, small-scale, the products of either individuals or small groups on specific occasions. As such, they do not give rise to systems of control and coercion.
Technology, on the other hand, is the product of large-scale interlocking systems of extraction, production, distribution and consumption, and such systems gain their own momentum and dynamic. As such, they demand structures of control and obedience on a mass scale - what Perlman calls impersonal institutions. As the Fifth Estate pointed out in 1981: 'Technology is not a simple tool which can be used in any way we like. It is a form of social organization, a set of social relations. It has its own laws. If we are to engage in its use, we must accept its authority. The enormous size, complex interconnections and stratification of tasks which make up modern technological systems make authoritarian command necessary and independent, individual decision-making impossible.'
Anarcho-primitivism is an anti-systemic current: it opposes all systems, institutions, abstractions, the artificial, the synthetic, and the machine, because they embody power relations. Anarcho-primitivists thus oppose technology or the technological system, but not the use of tools and implements in the senses indicated here. As to whether any technological forms will be appropriate in an anarcho-primitivist world, there is debate over this issue. The Fifth Estate remarked in 1979 that: 'Reduced to its most basic elements, discussions about the future sensibly should be predicated on what we desire socially and from that determine what technology is possible. All of us desire central heating, flush toilets, and electric lighting, but not at the expense of our humanity. Maybe they are all possible together, but maybe not.'
What about medicine?
As for the remainder, a world which places pain at its centre would be vigorous in its pursuit of assuaging it by finding ways of curing illness and disease. In this sense, anarcho-primitivism is very concerned with medicine. However, the alienating high-tech, pharmaceutical-centred form of medicine practised in the West is not the only form of medicine possible. The question of what medicine might consist of in an anarcho-primitivist future depends, as in the Fifth Estate comment on technology above, on what is possible and what people desire, without compromising the lifeways of free individuals in ecologically-centred free communities. As on all other questions, there is no dogmatic answer to this issue.
What about population?
A controversial issue, largely because there isn't a consensus among anarcho-primitivists on this topic. Some people argue that population reduction wouldn't be necessary; others argue that it would on ecological grounds and/or to sustain the kind of lifeways envisaged by anarcho-primitivists. George Bradford, in How Deep is Deep Ecology?, argues that women's control over reproduction would lead to a fall in population rate. The personal view of the present writer is that population would need to be reduced, but this would occur through natural wastage - i.e., when people died, not all of them would be replaced, and thus the overall population rate would fall and eventually stabilise. Anarchists have long argued that in a free world, social, economic and psychological pressures toward excessive reproduction would be removed. There would just be too many other interesting things going on to engage people's time! Feminists have argued that women, freed of gender constraints and the family structure, would not be defined by their reproductive capacities as in patriarchal societies, and this would result in lower population levels too. So population would be likely to fall, willy-nilly. After all, as Perlman makes plain, population growth is purely a product of civilization: 'a steady increase in human numbers [is] as persistent as the Leviathan itself. This phenomenon seems to exist only among Leviathanized human beings. Animals as well as human communities in the state of nature do not proliferate their own kind to the point of pushing all others off the field.' So there's really no reason to suppose that human population shouldn't stabilise once Leviathanic social relations are abolished and communitarian harmony is restored.
Ignore the weird fantasies spread by some commentators hostile to anarcho-primitivism who suggest that the population levels envisaged by anarcho-primitivists would have to be achieved by mass die-offs or nazi-style death camps. These are just smear tactics. The commitment of anarcho-primitivists to the abolition of all power relations, including the State with all its administrative and military apparatus, and any kind of party or organization, means that such orchestrated slaughter remains an impossibility as well as just plain horrendous.
How might an anarcho-primitivist future be brought about?
The sixty-four thousand dollar question! (to use a thoroughly suspect metaphor!) There are no hard-and-fast rules here, no blueprint. The glib answer - seen by some as a cop-out - is that forms of struggle emerge in the course of insurgency. This is true, but not necessarily very helpful! The fact is that anarcho-primitivism is not a power-seeking ideology. It doesn't seek to capture the State, take over factories, win converts, create political organizations, or order people about. Instead, it wants people to become free individuals living in free communities which are interdependent with one another and with the biosphere they inhabit. It wants, then, a total transformation, a transformation of identity, ways of life, ways of being, and ways of communicating. This means that the tried and tested means of power-seeking ideologies just aren't relevant to the anarcho-primitivist project, which seeks to abolish all forms of power. So new forms of action and being, forms appropriate to and commensurate with the anarcho-primitivist project, need to be developed. This is an ongoing process and so there's no easy answer to the question: What is to be done?
At present, many agree that communities of resistance are an important element in the anarcho-primitivist project. The word 'community' is bandied about these days in all kinds of absurd ways (e.g., the business community), precisely because most genuine communities have been destroyed by Capital and the State. Some think that if traditional communities, frequently sources of resistance to power, have been destroyed, then the creation of communities of resistance - communities formed by individuals with resistance as their common focus - are a way to recreate bases for action. An old anarchist idea is that the new world must be created within the shell of the old. This means that when civilization collapses - through its own volition, through our efforts, or a combination of the two - there will be an alternative waiting to take its place. This is really necessary as, in the absence of positive alternatives, the social disruption caused by collapse could easily create the psychological insecurity and social vacuum in which fascism and other totalitarian dictatorships could flourish. For the present writer, this means that anarcho-primitivists need to develop communities of resistance - microcosms (as much as they can be) of the future to come - both in cities and outside. These need to act as bases for action (particularly direct action), but also as sites for the creation of new ways of thinking, behaving, communicating, being, and so on, as well as new sets of ethics - in short, a whole new liberatory culture. They need to become places where people can discover their true desires and pleasures, and through the good old anarchist idea of the exemplary deed, show others by example that alternative ways of life are possible.
However, there are many other possibilities that need exploring. The kind of world envisaged by anarcho-primitivism is one unprecedented in human experience in terms of the degree and types of freedom anticipated ... so there can't be any limits on the forms of resistance and insurgency that might develop. The kind of vast transformations envisaged will need all kinds of innovative thought and activity.
How can I find out more about anarcho-primitivism?
The Primitivist Network (PO Box 252, Ampthill, Beds MK45 2QZ) can provide you with a reading list. Check out copies of the British paper Green Anarchist and the US zines Anarchy: A Journal of Desire Armed and Fifth Estate. Read Fredy Perlman's Against His-story, Against Leviathan! (Detroit: Black & Red, 1983), the most important anarcho-primitivist text, and John Zerzan's Elements of Refusal (Seattle: Left Bank, 1988) and Future Primitive (New York: Autonomedia, 1994).
How do I get involved in anarcho-primitivism?
One way is to contact the Primitivist Network. If you send two 1st class postage stamps, you will receive a copy of the PN contact list and be entered on it yourself. This will put you in contact with other anarcho-primitivists. Some people involved in Earth First! also see themselves as anarcho-primitivists, and they are worth seeking out too.
domingo, 5 de outubro de 2008
John Holloway: Mudar o mundo sem tomar o poder
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Esta é umha resposta mui geral, obviamente; mas penso que podemos enché-la de muitos mais detalhes se olhamos para o que está realmente acontecendo, se olhamos para as luitas que estám acontecendo. Nom necessariamente copiando-os, senom analisando-os criticamente, olhando para a maneira em que certos movimentos tenhem tentado articular formas de acçom autónomas, desenvolvendo o conceito de dignidade, quebrando as separações entre a política e a economia, e criando novas formas organizacionais.
Muitas vezes pensamos no capitalismo e no problema da revoluçom em termos da forma de destruir este capitalismo. Temos que romper com isso, simplemente porque se pensamos em termos de como podemos destruir o capitalismo, rapidamente nos convencemos de que é impossível. Já que ao pensar em destruir o capitalismo imaginamo-lo como o grande monstro que é, este enorme monstro com os seus grandes exércitos, com o seu sistema de ensino, com o seu control dos meios de comunicação, com o seu control dos recursos materiais, etc. E aqui estamos nós, um pouco perdidos, e, como podemos chegar a destruir esse grande monstro? A minha tese é que temos que abandoar esta metáfora da destruiçom e pensar nisso de outras maneiras.
domingo, 22 de junho de 2008
EZLN - I Encuentro Intercontinental por la Humanidad y contra el Neoliberalismo (1996)

27 de julio de 1996.
"Aguascalientes II", Oventic, San Andrés Sacamchén De Los Pobres, Chiapas, México.
Hermanos y hermanas de Asia, África, Oceanía, Europa y América:
Bienvenidos a las montañas del sureste mexicano.
Queremos Presentarnos.
Nosotros somos el Ejército Zapatista de Liberación Nacional.
Durante 10 años estuvimos viviendo en estas montañas, preparándonos para hacer una guerra.
Dentro de estas montañas construimos un ejército.
Abajo, en las ciudades y en las haciendas, nosotros no existíamos.
Nuestras vidas valían menos que las máquinas y los animales.
Éramos como piedras, como plantas que hay en los caminos.
No teníamos palabra.
No teníamos rostro.
No teníamos nombre.
No teníamos mañana.
Nosotros no existíamos.
Para el poder, ése que hoy se viste mundialmente con el nombre de "neoliberalismo", nosotros no contábamos, no producíamos, no comprábamos, no vendíamos.
Éramos un número inútil para las cuentas del gran capital.
Entonces nos fuimos a la montaña para buscarnos bien y para ver si encontrábamos alivio para nuestro dolor de ser piedras y plantas olvidadas.
Aquí, en las montañas del sureste mexicano, viven nuestros muertos. Muchas cosas saben nuestros muertos que viven en las montañas.
Nos habló su muerte y nosotros escuchamos.
Cajitas que hablan nos contaron otra historia que viene de ayer y apunta hacia el mañana.
Nos habló la montaña a nosotros, los macehualob, los que somos gente común y ordinaria.
Los que somos gente simple, así como nos dicen los poderosos.
Todos los días y sus noches que arrastran quiere el poderoso bailarnos el x-tol y repetir su brutal conquista.
(...)
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El kaz-dzul, el hombre falso, gobierna nuestras tierras y tiene grandes máquinas de guerra que, como el boob que es mitad puma y mitad caballo, reparten el dolor y la muerte entre nosotros.
El falso que es gobierno nos manda los aluxob, los mentirosos que engañan y regalan olvido a nuestra gente.
Por eso nos hicimos soldados.
Por eso seguimos siendo soldados.
Porque no queremos más muerte y engaño para los nuestros, porque no queremos el olvido.
La montaña nos habló de tomar las armas para así tener voz.
Nos habló de cubrirnos la cara para así tener rostro.
Nos habló de olvidar nuestro nombre para así ser nombrados.
Nos habló de guardar nuestro pasado para así tener mañana.
En la montaña viven los muertos, nuestros muertos.
Con ellos viven el Votán y el Ik´al, la luz y la oscuridad, lo húmedo y lo seco, la tierra y el viento, la lluvia y el fuego.
La montaña es la casa del Halach uinic, el hombre verdadero, el alto jefe.
Ahí aprendimos y ahí recordamos que somos lo que somos, los hombres y mujeres verdaderos.
Ya con la voz armando nuestras manos, con el rostro nacido otra vez, con el nombre renombrado, el ayer nuestro sumó el centro a las cuatros puntas de Chan Santa Cruz en Balam ná y nació la estrella que define al hombre y que recuerda que 5 son las partes que hacen al mundo.
En el tiempo en que cabalgaron los chaacob repartiendo la lluvia, bajamos otra vez para hablar con los nuestros y preparar la tormenta que señalaría el tiempo de la siembra.
Nacimos la guerra con el año blanco y empezamos a andar este camino que nos llevó hasta su corazón de ustedes y hoy los trajo a ustedes hasta el corazón nuestro.
Esto somos nosotros.
El Ejército Zapatista de Liberación Nacional.
La voz que se arma para hacerse oír.
El rostro que se esconde para mostrarse.
El nombre que se calla para ser nombrado.
La roja estrella que llama al hombre y al mundo para que escuchen, para que vean, para que nombren.
El mañana que se cosecha en el ayer.
Detrás de nuestro rostro negro.
Detrás de nuestra voz armada.
Detrás de nuestro innombrable nombre.
Detrás de los nosotros que ustedes ven.
Detrás estamos ustedes.
Detrás estamos los mismos hombres y mujeres simples y ordinarios que se repiten en todas las razas, se pintan de todos los colores, se hablan en todas las lenguas y se viven en todos los lugares.
Los mismos hombres y mujeres olvidados.
Los mismos excluidos.
Los mismos intolerados.
Los mismos perseguidos.
Somos los mismos ustedes.
Detrás de nosotros estamos ustedes.
Detrás de nuestros pasamontañas está el rostro de todas las mujeres excluidas.
De todos los indígenas olvidados.
De todos los homosexuales perseguidos.
De todos los jóvenes despreciados.
De todos los migrantes golpeados.
De todos los presos por su palabra y pensamiento.
De todos los trabajadores humillados.
De todos los muertos de olvido.
De todos los hombres y mujeres simples y ordinarios que no cuentan, que no son vistos, que no son nombrados, que no tienen mañana.
Hermanos y hermanas:
Nosotros los hemos invitado a este encuentro para venir a buscar y a encontrarse y encontrarnos.
Todos ustedes han llegado hasta nuestro corazón y deben ver que no somos especiales.
Deben ver que somos hombres y mujeres simples y ordinarios.
Deben ver que somos el espejo rebelde que quiere ser cristal y romperse.
Deben ver que somos lo que somos para dejar de ser lo que somos y para ser los ustedes que somos.
Nosotros somos los zapatistas.
Los invitamos para escucharnos y hablarnos todos.
Para vernos los todos que somos.
Hermanos y hermanas:
En la montaña nos hablaron las cajitas parlantes y nos contaron historias antiguas que recuerdan nuestros dolores y nuestras rebeldías.
No acabarán nuestros sueños donde nos vivimos.
No se rendirá nuestra bandera.
Siempre vivirá nuestra muerte.
Así dicen las montañas que nos hablan.
Así habla la estrella que brilla en Chan Santa Cruz.
Así nos dice que los cruzob, los rebeldes, no serán derrotados y seguirán su camino junto a los todos que son en la estrella humana.
Así nos dice que vendrán siempre los hombres rojos, los chachac-mac, la roja estrella que ayudará al mundo a ser libre.
Así nos dice la estrella que es montaña.
Que un pueblo que es cinco pueblos.
Que un pueblo que es estrella de todos los pueblos.
Que un pueblo que es hombre y es todos los pueblos del mundo.
Vendrá para ayudar en su lucha a los mundos que se hacen gente.
Para que el hombre y mujer verdaderos vivan sin dolor y se ablanden las piedras.
Todos ustedes son los chachac-mac, los que son pueblo que viene a ayudar al hombre que se hace de cinco partes en todo el mundo, en todos los pueblos, en las gentes todas.
Todos ustedes son la roja estrella que tiene espejo en nosotros.
Podremos seguir camino bueno si los ustedes que somos nosotros nos caminamos juntos.
Hermanos y hermanas:
En nuestros pueblos los más antiguos sabedores han puesto una cruz que es estrella en donde se nace el agua dadora de la vida.
Así se marca el inicio de la vida en la montaña, con una estrella.
Así se nacen los arroyos que bajan de la montaña y que llevan la voz de la estrella parlante, de nuestra Chan Santa Cruz.
Habló ya la voz de la montaña y habló diciendo que vivirán libres los hombres y mujeres verdaderos cuando se sean los todos que promete la estrella de cinco puntas.
Cuando los cinco pueblos se hagan uno en la estrella.
Cuando las cinco partes del hombre que es mundo se encuentren y encuentren al otro.
Cuando los todos que son cinco encuentren su lugar y el lugar del otro.
Hoy, miles de caminos distintos que vienen de los cinco continentes se encuentran aquí, en las montañas del sureste mexicano, para juntar sus pasos.
Hoy, miles de palabras de los cinco continentes se callan aquí, en las montañas del sureste mexicano, para escucharse las unas a las otras y para oírse ellas mismas.
Hoy, miles de luchas de los cinco continentes se luchan aquí, en las montañas del sureste mexicano, por la vida y en contra de la muerte.
Hoy, miles de colores de los cinco continentes se pintan aquí, en las montañas del sureste mexicano, para anunciar un mañana de inclusión y tolerancia.
Hoy, miles de corazones de los cinco continentes se viven aquí, en las montañas del sureste mexicano, por la humanidad y contra el neoliberalismo.
Hoy, miles de seres humanos de los cinco continentes gritan su "¡Ya basta!" Aquí, en las montañas del sureste mexicano. Gritan ¡Ya basta! Al conformismo, al nada hacer, al cinismo, al egoísmo hecho Dios moderno.
Hoy, miles de pequeños mundos de los cinco continentes ensayan un principio aquí, en las montañas del sureste mexicano. El principio de la construcción de un mundo nuevo y bueno, es decir, un mundo donde quepan todos los mundos.
Hoy, miles de hombres y mujeres de los cinco continentes inician aquí, en las montañas del sureste mexicano, el Primer Encuentro Intercontinental por la Humanidad y contra el Neoliberalismo.
Hermanos y hermanas de todo el mundo:
Bienvenidos a las montañas del sureste mexicano.
Bienvenidos a este rincón del mundo donde todos somos iguales porque somos diferentes.
Bienvenidos a la búsqueda de la vida y la lucha contra la muerte.
Bienvenidos a este Primer Encuentro Intercontinental por la Humanidad y contra el Neoliberalismo.
¡Democracia!
Desde las montañas del sureste mexicano.
Comité Clandestino Revolucionario Indígena-Comandancia General del Ejército Zapatista de Liberación Nacional.
Planeta Tierra, julio de 1996
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Anarquismo e Liberaçom Nacional: Macedónia, 1903
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Mapa de Macedónia a fins do século XIX
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sábado, 12 de abril de 2008
Anarquismo e Libertaçom Nacional: Kropotkin
Terceira parte da série, traduzido desde o Ateneu Virtual. Vemos agora a postura de Piotr Kropotkin, quem escrevia a Maria Korn, considerando a gravidade da «questom irlandesa» numha carta no onze de maio de 1897:sexta-feira, 4 de abril de 2008
Anarquismo e Libertaçom Nacional: Bakunin
No post anterior recolhiamos os argumentos de Castelao para convencer aos anarquistas da legitimidade dos movementos de libertaçom nacional, nomeadamente no caso galego. O nexo de uniom entre o galeguismo de Castelao e a ideologia libertária era basicamente o federalismo. Agora oferecemos um resumo da postura de Bakunin. O texto está traduzido do Ateneo Virtual -"a enciclopédia livre e libertária"-, e é em verdade só a primeira parte. Em breve publicaremos a continuaçom, na que se dará voz a Kropotkin. Pero agora, atentos ao que di o Bakunin porque leva moita razom.CONTINUAR LENDO...
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Desta maneira, ao contrario que M. Bakunin, K. Marx negaba que as loitas nacionais de oprimidos contra os seus Estados opresores estranxeiros no s. XIX fosen un factor revolucionario anticapitalista emancipador.
O mesmo Andreu Nin recoñece o acerto da posición de Bakunin diante da de Marx na cuestión nacional: « ... E a pesar da nosa devoción por Marx e Engels, habemos de confesar que se houbésemos de xulgar polas manifestacións externas, facendo abstracción das circunstancias de tempo e de factores de orde psicolóxico, diriamos que as acusacións de Bakunin contra Marx (na cuestión nacional, refírese) e Engels eran máis xustificadas cás deste contra aquel».


